O conselho de Auckland rejeitou planos para instalar uma estátua em homenagem às chamadas mulheres de conforto, forçadas à prostituição durante a Segunda Guerra Mundial pelo Japão. A peça, em bronze, mostra uma menina ao lado de uma cadeira vazia e foi doada pelo Conselho Coreano de Justiça e Memória.
A proposta enfrentou críticas diplomáticas: a embaixada do Japão alertou que a instalação em um jardim público de Auckland poderia impactar as relações entre os dois países. A decisão foi tomada após consulta pública e análise de feedback da comunidade.
A estátua foi recusada pela Junta Local de Devonport-Takapuna, após avaliação do corpo técnico do município. O governo da Nova Zelândia informou que o Japão apresentou representações formais, mas as decisões sobre estátuas cabem às autoridades locais e comunidades.
Contexto internacional
O Japão reconhece a existência do tema, mas sustenta que autoridades têm trabalhado para tratar o assunto de forma diplomática com a Coreia. Londres e outras cidades também já acolheram monumentos semelhantes em diferentes momentos.
Estimativas históricas apontam que mais de 200 mil mulheres, principalmente coreanas, foram forçadas a prestar serviços sexuais para militares japoneses, abrangendo ainda mulheres chinesas, filipinas, indonésias e taiwanesas.
História de símbolos semelhantes
Monumentos desse tipo já foram erguidos em outras nações. O primeiro foi inaugurado em Seul, em 2011. Em 2018, a cidade de Osaka rompeu laços com San Francisco devido a uma instalação similar.
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