O conselho de Auckland decidiu não instalar uma estátua que reconhece as mulheres forçadas pela atuação do Japão durante a Segunda Guerra. O projeto foi apresentado pela Korean Garden Trust e previa homenagear as sobreviventes no Barry’s Point Reserve, em Takapuna. A decisão ocorreu após consulta pública e orientação oficial do governo neozelandês.
A administração municipal justificou que a ideia poderia gerar divisão entre comunidades e impactar relações diplomáticas com o Japão. Uma carta do embaixador japonês em Wellington esteve entre as manifestações contrárias apresentadas ao processo. A Foreign Affairs and Trade da Nova Zelândia confirmou que houve representações formais do governo japonês sobre a proposta.
Detalhes da consulta e posição das partes
Entre as contribuições recebidas, parte significativa apoiava a instalação da estátua como oportunidade de aprendizado histórico. No entanto, a maioria das 672 submissões expressou objeção ou reservas, com 51% dos respondentes contrários e 13 organizações também contra.
Contexto histórico
Historiadores estimam que até 200 mil mulheres, principalmente de Coreia e China, foram forçadas a atuar em bordéis militares entre 1932 e 1945. O tema permanece delicado nas relações entre Japão e seus vizinhos, alimentando negatividade diplomática ao longo das décadas.
Perspectiva institucional
O Ministério das Relações Exteriores e Comércio do Japão reiterou que considerações anteriores teriam resolvido o tema, segundo interpretações oficiais. Em Auckland, a decisão visou evitar desdobramentos diplomáticos e manter a coesão multirracial da cidade. A prefeitura não anunciará novas ações sobre o assunto no momento.
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