Histórica conferência pela transição energética ocorreu em Santa Marta, Colômbia, e terminou na noite de 29 de abril. O evento reuniu organizações ambientais, governos e especialistas para debater o abandono gradual dos combustíveis fósseis, apontando caminhos e desafios. A sessão final abriu caminho para a próxima edição, prevista para Tuvalu, com cooperação da Irlanda.
Entre os itens centrais, destacou-se a criação de um espaço para tratar da transição energética sem o tabu que predominava em COPs. Observatório do Clima e OC ressaltaram que a ciência passa a orientar políticas públicas, com a formação de um painel científico dedicado ao tema.
Segundo participantes, houve avanços na definição de quando e como eliminar os combustíveis fósseis, não apenas se ocorrerá. O OC alertou para obstáculos econômicos e fiscais, mas indicou viabilidade de mudança com cooperação internacional e ações coordenadas.
Desdobramentos e perspectivas
Especialistas destacaram o peso da participação de organizações como WWF-Brasil, Oxfam International e Greenpeace Colômbia na definição de uma agenda prática. A conferência gerou compromissos para frentes de trabalho e maior atuação em fóruns multilaterais, como a Convenção do Clima da ONU.
Para líderes ambientais, o encontro sinaliza uma mudança de narrativa, com foco em como implementar a transição e em quais prazos. O Greenpeace enfatizou a necessidade de amadurecimento institucional para transformar o diálogo em decisões de política energética.
Doutores e analistas apontaram que a conferência pode influenciar negociações internacionais, ampliando a mobilização de mais países. Também foi ressaltada a função de espaços intermediários como o painel SPGET, para orientar políticas públicas e planos nacionais de transição.
Entre na conversa da comunidade