Na quarta-feira, 29 de abril, ocorreram protestos em frente ao Ministério do Interior, em Bogotá, Colômbia. Vídeos que circulam nas redes mostram crianças na linha de frente, entre manifestantes e forças de segurança.
Segundo relatos, integrantes da comunidade indígena Emberá posicionaram crianças e adolescentes à frente do grupo. As imagens mostram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo sendo lançados ao fundo.
Ao longo das manifestações, forças da Unidade Nacional de Diálogo e Manutenção da Ordem (UNDMO) se preparavam para agir segundo informações locais. A operação não registrou feridos graves.
O governo colombiano confirmou o deslocamento de polícia e afirmou que as crianças teriam sido usadas como “escudos de proteção” durante os confrontos. A afirmação foi inicialmente divulgada pela chefe do ICBF, Astrid Cáceres.
As ocorrências se deram após ocupações de prédios do Ministério do Interior por membros Emberá, que bloquearam acessos ao local. Estimativas oficiais indicam que mais de 1,2 mil funcionários ficaram dentro dos edifícios por cerca de sete horas.
O protesto faz parte de uma série de ações da comunidade Emberá na capital, que reivindica melhores condições de vida, maior segurança e o cumprimento de acordos sobre direitos territoriais, reassentamento e assistência humanitária.
Entre na conversa da comunidade