OPEC+ deve aprovar novamente um aumento simbólico de produção para junho, na primeira medida após a surpreendente saída dos Emirados Árabes Unidos. Sete grandes potências, lideradas por Arábia Saudita e Rússia, apontam para um incremento de 188 mil barris por dia, em uma videoconferência neste domingo. A decisão é descrita por delegados como simbólica, sem garantias de implementação imediata.
Os delegados ressaltam que o aumento, se confirmado, corresponde a uma sinalização de ritmo de produção, ainda que o estreito de Hormuz permaneça bloqueado, o que dificulta a aplicação prática. As informações são de fontes que pediram para não ser identificadas, por tratar-se de deliberação privada.
Contexto e participantes
As negociações envolvem sete países, com papel destacado de Arábia Saudita e Rússia, segundo as fontes. O objetivo declarado é ajustar a oferta global em meio a volatilidade de demanda, mesmo diante de restrições logísticas que afetam a entrega física do petróleo.
A saída dos Emirados, anunciada recentemente, muda o equilíbrio de influência dentro do grupo. Mesmo assim, a reunião continua, conforme as fontes, mantendo a linha de ajustes graduais na produção.
Repercussões esperadas
Analistas apontam que o movimento tende a sinalizar cooperação entre os participantes e manter a confiança do mercado, ainda que com obstáculos operacionais. Espera-se que o anúncio seja formalizado apenas na comunicação do grupo após a videoconferência.
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