Uma importadora israelense rejeitou a carga de grãos supostamente ucranianos roubados, após o navio Panormitis deixar Haifa. Kiev alega que o saque ocorreu em território ucraniano ocupado e que o descarregamento seria no porto israelense.
A Associação Israelense de Importadores de Grãos informou que a carga precisa seguir para outro destino. O fornecedor russo do carregamento terá que encontrar um destino alternativo para o descarte, segundo nota da entidade.
O Panormitis deixou Haifa na tarde de quarta-feira, em meio a semanas de tensões entre Ucrânia e Israel. Zelensky acusou Israel de permitir descarregamentos de grãos roubados, sinalizando possíveis sanções.
Israel rebateu, dizendo que a Ucrânia atrasou documentação e provas formais, e que o pedido está sob análise. Um porta-voz da associação disse à CNN que a empresa Zenziper desconhecia irregularidades.
Andrii Sybiha, chanceler ucraniano, elogiou o desfecho como sinal para empresas de transporte e governos evitarem o grão roubado. O Ministério das Relações Exteriores de Israel manteve distância de pressões, citando lacunas factuais.
A UE pediu informações adicionais a Israel sobre as alegadas importações. O bloco avisou que pode impor sanções e condenou ações que financiem a guerra russa, segundo porta-voz à CNN.
Contexto e repercussões
A Haaretz aponta que ao menos quatro carregamentos ilegais chegaram a Israel neste ano, com mais de 30 remessas desde 2023. A UE acompanha a situação e avalia medidas para evitar o fluxo de grãos roubados.
A tensão diplomática se intensifica após a chegada do Panormitis à Baía de Haifa. Autoridades israelenses analisam evidências e coordenação com parceiros internacionais para esclarecer a origem dos grãos.
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