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Liberdade de imprensa na Argentina cai sob Milei, diz ONG

RSF aponta queda da liberdade de imprensa na Argentina, que cai para 98ª posição em 2025, pior desde 2002, com bloqueio de jornalistas na Casa Rosada

Jornalistas credenciados posam para fotos em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires, após o governo proibir o acesso dos profissionais ao prédio
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O levantamento da Repórteres Sem Fronteiras aponta que a liberdade de imprensa na Argentina caiu, em 2025, para a 98ª posição entre 180 países, pior nível desde o início da série em 2002. A queda de 11 posições coincide com o bloqueio de jornalistas na Casa Rosada, imposto pelo governo de Milei, que completa uma semana nesta quinta-feira.

A ONG ressalta que a Argentina já enfrentou oscilações históricas na classificação, mas o recuo recente marca uma mudança de tendência na região. Em 2023, o país deixou a faixa de “boa” para a categoria “problemática” e, neste ano, passou a ser avaliada como “difícil”.

Contexto e impactos

Antes da atual onda, o país apresentava melhor desempenho relativo entre vizinhos. A atualização anual considera elementos como independência dos veículos, acesso a informações oficiais e condições de segurança para jornalistas.

O bloqueio na Casa Rosada ocorreu após a emissora TN exibir imagens gravadas com dispositivos digitais dentro da sede do governo. A medida esvaziou a sala de imprensa, que funciona há décadas em continuidade com a crise institucional em curso.

Organizações jornalísticas locais perguntam pela revisão da decisão e defendem o retorno do acesso à imprensa credenciada. Entidades como a ADEPA e a AJA destacam a importância da transparência institucional e do direito da sociedade à informação.

Repercussões internas

O episódio gerou debates sobre segurança e liberdade de imprensa no país. As entidades citadas pedem que haja equilíbrio entre preservação de informações sensíveis e o papel da imprensa na fiscalização das ações governamentais.

A Repórteres Sem Fronteiras associa a mudança de tom com o cenário político atual, observando que o governo Milei intensificou pressões sobre a mídia. O relatório também aponta paralelos com tendências em outros países da região.

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