Oaiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou nesta quinta-feira que o país não aceitará as exigências dos EUA sobre o programa nuclear nem sobre o Estreito de Ormuz. A mensagem foi divulgada em redes sociais e veículos estatais iranianos.
Khamenei sinalizou que um “novo capítulo” se abrirá na região, após o que chamou de fracasso humilhante dos Estados Unidos na guerra. Segundo ele, estrangeiros que atuam de longe não têm lugar na área estratégica do Golfo Pérsico, nem no Mar de Omã.
O Estreito de Ormuz, passagem de cerca de 20% do petróleo mundial, permanece no centro das tensões. O IRGC tem mantido o bloqueio, mas passou a cobrar uma taxa de passagem de navios não aliados aos EUA e Israel, com exceções para alguns países.
Essa cobrança gerou impacto no comércio mundial de petróleo e alimentou a volatilidade dos preços. Países como Paquistão, China e Índia já navegaram pela rota, mesmo com as tarifas em vigor, enquanto o Iraque ficou isento.
Ormuz segue como tema de negociações para avançar de um cessar-fogo para um acordo de paz entre Teerã e Washington. O Irã defende que a abertura total da rota só ocorra com o fim do conflito militar.
Programa nuclear
O Irã sustenta que o desenvolvimento nuclear para fins pacíficos é um direito nacional, enquanto os Estados Unidos buscam impor condições para interromper o que veem como ameaça à segurança. Em abril de 2025, Washington e Teerã retomaram contatos diplomáticos, sem chegar a acordo.
O governo iraniano reforça que o endurecimento das pressões, incluindo bloqueio naval, visa pressionar Teerã a negociar. O comando iraniano afirma que a população está pronta para defender o patrimônio nacional, incluindo capacidades tecnológicas e estratégicas.
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