O secretário-executivo para Mudanças Climáticas da ONU, Simon Stiell, afirmou em Paris que a guerra envolvendo EUA, Israel e Irã acelera a transição para energias renováveis, embora gere alto custo humano. A fala ocorreu durante diálogos sobre Transição Energética, preparando a COP31 em Antália, Turquia.
Segundo ele, a crise dos combustíveis fósseis pressiona a economia global e alimenta a estagflação. A reflexão é que, mesmo com perdas humanas, o conflito acelera a adoção de fontes limpas, que passam a ser prioridade estratégica.
Stiell destacou sinais concretos: investimentos em energia limpa crescem mais que os feitos em combustíveis fósseis e a geração de energia solar registra velocidade de expansão. A crise crítica reforça a necessidade de mudança de lógica econômica.
O czar do clima citou exemplos como Espanha e Paquistão, que minimizaram impactos da alta dos combustíveis. China, Índia, Indonésia, Coreia do Sul, Alemanha e Reino Unido colocam a transição no centro de suas estratégias para segurança energética.
Cenário e prioridades
Governos devem evitar dependência prolongada de fósseis diante da crise. O repasse para renováveis pode reduzir custos de energia e melhorar a segurança elétrica. O foco é romper a relação entre tarifas elétricas e combustíveis fósseis.
Financiamento e obstáculos
Stiell ressaltou que muitos países em desenvolvimento enfrentam entraves de financiamento e dívidas. A recomendação é acelerar fluxo de recursos para projetos de energia limpa, com apoio financeiro rápido e estável.
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