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ONU: conflito no Irã pode impulsionar energias limpas globalmente

ONU afirma que guerra no Irã acelera a transição para energias renováveis, impulsiona investimentos em energia limpa e exige financiamento rápido

Parque eólico na pradaria de Gobi, no condado de Tori, Xinjiang, China, em 27 de abril de 2026
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O secretário-executivo para Mudanças Climáticas da ONU, Simon Stiell, afirmou em Paris que a guerra envolvendo EUA, Israel e Irã acelera a transição para energias renováveis, embora gere alto custo humano. A fala ocorreu durante diálogos sobre Transição Energética, preparando a COP31 em Antália, Turquia.

Segundo ele, a crise dos combustíveis fósseis pressiona a economia global e alimenta a estagflação. A reflexão é que, mesmo com perdas humanas, o conflito acelera a adoção de fontes limpas, que passam a ser prioridade estratégica.

Stiell destacou sinais concretos: investimentos em energia limpa crescem mais que os feitos em combustíveis fósseis e a geração de energia solar registra velocidade de expansão. A crise crítica reforça a necessidade de mudança de lógica econômica.

O czar do clima citou exemplos como Espanha e Paquistão, que minimizaram impactos da alta dos combustíveis. China, Índia, Indonésia, Coreia do Sul, Alemanha e Reino Unido colocam a transição no centro de suas estratégias para segurança energética.

Cenário e prioridades

Governos devem evitar dependência prolongada de fósseis diante da crise. O repasse para renováveis pode reduzir custos de energia e melhorar a segurança elétrica. O foco é romper a relação entre tarifas elétricas e combustíveis fósseis.

Financiamento e obstáculos

Stiell ressaltou que muitos países em desenvolvimento enfrentam entraves de financiamento e dívidas. A recomendação é acelerar fluxo de recursos para projetos de energia limpa, com apoio financeiro rápido e estável.

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