O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou nesta quinta-feira, 30, as ações dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e classificou a pressão como intolerável, em meio ao bloqueio naval imposto pela Marinha dos EUA no Estreito de Ormuz.
Pezeshkian afirmou, via X, que o mundo já testemunhou a tolerância e a conciliação do Irã, mas que as medidas sob o pretexto de bloqueio naval configuram, na prática, uma extensão das operações militares contra uma nação que resiste e busca independência. A postura é descrita como intolerável pela liderança iraniana.
A declaração ocorre no contexto de tensões regionais intensificadas pela presença naval dos EUA na área, que envolve o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento mundial de petróleo. Pequenas ações de fiscalização e bloqueio têm sido alvo de críticas oficiais no Irã.
A fala de Pezeshkian surge após o líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, ter prometido proteger os programas nuclear e de mísseis do país, em meio a tentativas de restrição por parte de Washington por meio de ataques e negociações.
O Irã mantém a posição de defesa de seus programas e rejeita pressões externas. O governo iraniano enfatiza a importância da soberania nacional e de continuar as atividades que considera essenciais para sua segurança e autonomia.
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