O Reino Unido elevou o nível nacional de ameaça terrorista de substancial para grave na quinta-feira, dia 30, após um ataque antissemita em Golders Green, no norte de Londres, na véspera. A medida, tomada pelo Centro Conjunto de Análise de Terrorismo (JTAC), sinaliza alta probabilidade de novo ataque nos próximos seis meses.
O ataque, que vitimou dois homens judeus, ocorreu em meio a uma sequência de incidentes em Londres. O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou aumento da proteção às comunidades judaicas e prometeu ações mais firmes contra o antissemitismo, com reforço policial.
A ministra do Interior, Shabana Mahmood, disse que a avaliação reflete inteligência recente e ameaças de longo prazo, não apenas pelo episódio de Golders Green. Autoridades destacam evolução na segurança com base em dados atualizados.
Medidas e desdobramentos
Starmer confirmou planos para ampliar policiamento, reprimir propagação de ódio e propor nova legislação sobre ameaças patrocinadas por Estados, como o Irã. A comunidade judaica britânica soma cerca de 290 mil pessoas e enfrenta receio generalizado.
O governo afirmou que acelerará a aprovação de lei para processar representantes de grupos patrocinados por Estados, buscando igualar tratamento a espionagem internacional. O objetivo é endurecer resposta a atos de extremismo.
Agentes identificaram o suspeito do ataque em Golders Green como britânico de 45 anos, nascido na Somália, com histórico de violência e questões de saúde mental. Ele já havia passado por encaminhamento ao programa Prevent em 2020.
Contexto recente
Autoridades apontam uma série de ataques em Londres e tensões internacionais como influências para o clima de insegurança. Críticos destacam que marcha pró-palestina tem gerado controvérsias e aumento de hostilidade contra judeus.
A elevação do nível de ameaça não ocorria desde novembro de 2021, após ataques em Liverpool e ao Parlamento. O alerta foi reduzido a substancial no começo de 2022, até a atual reavaliação.
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