O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo com o Irã suspende a contagem de 60 dias prevista por lei para a aprovação parlamentar. A declaração ocorreu durante audiência no Senado, nesta quinta-feira.
Segundo ele, o intervalo de pausa ocorre porque há um cessar-fogo em vigor. Hegseth não confirmou se o governo pedirá autorização ao Congresso para manter ações após o período de 60 dias.
O conflito no Oriente Médio completa dois meses nesta sexta-feira, 1º de mês. A legislação permite ao presidente suspender ou estender a guerra por mais 30 dias, com base na aprovação parlamentar, caso o cessar-fogo não se mantenha.
A Casa Branca informou, em relatório à Reuters, que as hostilidades não ocorrem desde 7 de abril e, portanto, o tempo após essa data não contaria para a lei. A posição da Casa Branca gera divergência quanto à aplicação do prazo legal.
Entre os desdobramentos, a audiência na Câmara dos Deputados ocorreu na quarta e gerou debates acalorados. Hegseth foi questionado sobre duração do conflito e gastos, sem apresentar estimativas definitivas.
Até este momento, o Pentágono estima gasto de cerca de US$ 25 bilhões com o conflito, valor anunciado sem detalhar fontes ou encargos futuros. O montante pode influenciar eventuais decisões sobre recursos adicionais.
Contexto e respostas
O ex-presidente Donald Trump afirmou que negociações com o Irã estão em curso, criticando o ritmo das tratativas. Ele afirmou que a infraestrutura militar iraniana estaria seriamente comprometida, em tom defendido pela posição de sua administração.
Trump também criticou a cobertura da imprensa, sugerindo que veículos de grande circulação projetam uma vantagem do Irã no conflito. O comentário foi feito em entrevista à imprensa, sem documento de apoio divulgado.
A comunidade internacional acompanha o desdobramento com cautela, observando impactos regionais, riscos de escalada e efeitos sobre deslocamentos e comércio estratégico no estreito de Hormuz, que continua sob tensão.
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