O governo britânico enfrenta uma onda de ataques contra a comunidade judaica, com o episódio de Golders Green classificado como terrorismo pela Metropolitan Police. Dois homens judeus foram esfaqueados; as vítimas estão estáveis no hospital. Um suspeito de 45 anos foi preso após ser neutralizado com um taser.
O caso ocorre em Londres, no distrito de Golders Green, na manhã de quarta-feira. A polícia informou que o suspeito tentou esfaquear policiais que atendiam à ocorrência e que houve uso de força para contê-lo. A investigação segue em curso.
Entre os feridos estão Shilome Rand, 34, e Moshe Shine, 76. O comissário assistente da polícia destacou que as ações dos agentes foram rápidas e que o suspeito possuía histórico de violência. As autoridades investigam a possível ligação com outros incidentes.
A participação de voluntários de segurança comunitária e serviços médicos voluntários foi mencionada pela imprensa local, com reconhecimento público aos trabalhadores que atuaram no local. A polícia também realizou buscas em endereço no sudeste de Londres vinculadas ao suspeito.
O incidente ocorre em meio a uma série de episódios recentes contra judeus na região. Entre 27 de abril e 23 de março, houve ataques a memoriais, garrafas com acelerante e incidentes envolvendo sinagogas. O quadro alimenta pressão sobre o governo para medidas mais firmes contra o antissemitismo.
O primeiro-ministro Keir Starmer classificou o ataque como antissemita, ressaltando que ataques à comunidade judaica representam ataques à Grã-Bretanha. O rabino-chefe Ephraim Mirvis pediu ações concretas para enfrentar as causas profundas do problema.
Reação internacional e local acompanha a situação. Em Londres, o prefeito Sadiq Khan e autoridades locais afirmaram estar chocados com o ocorrido. Líderes partidários cobraram ações contra o antissemitismo e maior proteção às comunidades judaicas.
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