O professor Leonardo Trevisan afirma que a China atua como mediadora na relação entre Irã e Estados Unidos, com o Paquistão funcionando como representante na Ásia. A declaração foi feita em entrevista ao Conexão Record News na sexta-feira, 1º.
Trevisan sustenta que a China tem forte interesse em encerrar o conflito para favorecer a queda dos preços do petróleo, o que explicaria a insistência iraniana por um acordo. A leitura dele aponta o Paquistão como instrumento da diplomacia chinesa.
Segundo o especialista, as exigências de Teerã na negociação — reabertura do Estreito de Ormuz, transferência do programa nuclear para Omã e indenização por danos da guerra — também estariam alinhadas aos interesses da China. Assim, o país passa a ter voz relevante em Washington.
A imprensa estatal iraniana informou que uma nova proposta de diálogo com os EUA foi apresentada na quinta-feira, 30, por meio do Paquistão. Trump, por sua vez, já rejeitou a versão anterior da proposta, afirmando desconhecer o status exato das negociações.
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