Um alto funcionário dos Emirados Árabes Unidos afirmou nesta sexta-feira que Teerã não pode ser confiável em acordos unilaterais sobre o Estreito de Ormuz. A declaração evidencia desconfiança entre Abu Dhabi e Teerã, em meio a tentativas de encerrar o conflito na região.
Dois meses de conflito mantêm o canal marítimo em grande parte fechado, com bloqueio iraniano e a Marinha dos EUA dificultando exportações de petróleo iraniano. O efeito parcial interrompeu cerca de 20% do fornecimento global de energia, elevando preços e gerando temores de desaceleração econômica.
Um cessar-fogo está vigente desde 8 de abril, mas surgiram relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, seria informado sobre planos de ataques para pressionar o Irã. Os preços do petróleo chegaram a subir a patamares altos em certos momentos.
Desdobramentos diplomáticos e militares
O Irã ativou defesas aéreas e indicou que pode reagir de forma ampla caso seja atacado, segundo fontes iranianas não identificadas pela Reuters. Autoridades enfatizaram que o país analisa cenários de resposta a eventuais ataques.
O embaixador Anwar Gargash, conselheiro presidencial dos Emirados, ressaltou a importância da vontade internacional e do direito internacional para a liberdade de navegação no estreito. Também disse que acordos unilaterais iranianos não são confiáveis.
Trump enfrenta hoje um prazo formal para encerrar a guerra ou justificar a extensão sob a Resolução de Poderes de Guerra de 1973. O cumprimento ou não do prazo pode afetar o curso das negociações e as ações no Golfo.
Reações e impactos no mercado
Mercados de energia permanecem tensos diante do impasse e do risco de fechamento prolongado do estreito. O petróleo Brent voltou a superar US$ 111 por barril, com expectativa de alta semanal próxima de 5,7%.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que não há resultados rápidos nas negociações, segundo comunicado divulgado na quinta-feira. Autoridades iranianas também discutiram possíveis ataques dos EUA e resposta regional.
Os EUA avaliam cenários, incluindo potencial uso de forças terrestres para abrir o estreito. Observadores mencionam ainda a possibilidade de manter medidas de pressão econômica, sem confirmar detalhes oficiais.
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