Os EUA vão retirar 5.000 militares da base na Alemanha, informando a medida na tarde desta sexta-feira (1º.mai.2026). A ação ocorre em meio a disputas entre o governo alemão e a administração de Donald Trump sobre a condução da guerra contra o Irã. O movimento visa reduzir o contingente militar estadunidense na Europa.
A retirada deve ocorrer ao longo de 6 a 12 meses, segundo relatos da Reuters. Hoje, a Alemanha abriga 35.000 soldados dos EUA, o maior número fora do território americano. A operação pretende recompor o nível de tropas ao patamar existente antes de 2022, época de reforço à presença na região.
A tensão diplomática resulta de críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, ao que chamou de falta de estratégia de saída dos EUA na crise do Irã. As declarações de Merz aconteceram na última segunda-feira, acentuando atrito com a Casa Branca.
Trump reagiu publicamente, na quinta-feira (30.abr), afirmando que Merz deveria priorizar a solução de problemas internos da Alemanha e o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia. O presidente também citou a imigração e a energia como prioridades nacionais.
ATRITO DIPLOMÁTICO
O distanciamento entre Washington e Berlim é visto como parte de uma leitura maior sobre alianças. Administradores norte-americanos analisam consequências para a Otan e para outras parcerias na Europa, com foco em alinhamentos estratégicos.
PRESSÃO SOBRE A OTAN
Relatórios apontam que a administração mira mudanças no apoio de países da aliança, avaliando medidas para “desleais” segundo critérios não especificados. Entre as opções discutidas estão revisões de apoio a membros-chave da aliança.
CRISE NO ESTREITO DE ORMUZ
A disputa também envolve a gestão de fontes de energia e o fluxo de petróleo. Trump critica a falta de apoio naval europeu para a reabertura do estreito de Ormuz, apontando impactos no mercado global de energia.
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