Os Estados Unidos condenaram a Flotilha Global Sumud, considerada pró-Hamas, em nota do Departamento de Estado divulgada na quinta-feira, 30 de abril de 2026. O texto afirma que a iniciativa é um golpe político para minar o Plano de Paz do governo americano e que a flotilha é organizada por uma entidade sancionada pelo OFAC.
A organização responsável, Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, foi listada como terrorista global no mês anterior, sob a justificativa de operar a mando do Hamas. O fundador da flotilha teria expressado apoio público a grupos ligados ao Hamas e ao Hezbollah, segundo a nota norte-americana.
O governo dos EUA pediu que aliados rejeitem o acesso das embarcações a portos, incluindo atracação, partida e reabastecimento, com base no direito internacional que concede soberania aos portos aos Estados costeiros. A mensagem também orienta que países desviem esforços de cooperação com a flotilha e adotem medidas contra quem a apoiar.
Além disso, Washington informou que a flotilha contorna mecanismos destinados a assegurar ajuda humanitária aos civis, em coordenação com parceiros regionais. O objetivo, segundo os EUA, é impedir que a operação tenha impacto positivo na população de Gaza.
FLOTILHA GLOBAL SUMUD
Na quarta-feira, 29 de abril de 2026, forças identificadas como pertencentes à Marinha de Israel interceptaram 22 das 58 embarcações que compunham a flotilha, após a preparação para seguir rumo à Faixa de Gaza. Ao todo, cerca de 175 ativistas teriam sido detidos, de acordo com informações do Times of Israel.
Entre os brasileiros a bordo, estavam Thiago Ávila e Mandi Coelho, pré-candidata a deputy federal pelo PSTU. Outros brasileiros da flotilha – Ariadne Telles, Beatriz Moreira, Lisi Proença, Leandro Lanfredi e Lucas Gusmão – estavam em diferentes barcos que foram redirecionados para Creta, na Grécia, por motivos de segurança.
Ávila já havia sido detido em operações anteriores realizadas por Israel, em junho de 2024, e novamente em outubro de 2025, segundo registros da imprensa regional. A flotilha Global Sumud tem a participação de diversas organizações e atua com o objetivo de enviar apoio humanitário ao território de Gaza, segundo a coordenação do grupo.
Notas oficiais destacam que o material enviado pela flotilha não atende aos padrões de assistência humanitária reconhecidos pelos canais internacionais, segundo as autoridades dos EUA, e que a operação foi classificada como politicamente motivada e sem eficácia comprovada para assistência aos civis.
A resposta norte-americana envolve chamados a cooperação de parceiros internacionais para restringir a atuação da flotilha, inclusive com medidas adicionais previstas em leis nacionais, quando cabíveis, para impedir a participação de indivíduos ou entidades associadas a atos de terrorismo.
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