Na França, atos pelo Dia do Trabalho reuniram milhares de pessoas nesta sexta-feira (1º). Segundo o Ministério do Interior, cerca de 158 mil participaram de manifestações em todo o país. Em Paris, o corpo policial foi reforçado e o balanço aponta 24 mil manifestantes.
A central CGT estimou números bem superiores: mais de 300 mil presentes no país, com 100 mil na capital. O governo informou que 1,5 mil agentes foram mobilizados em Paris para assegurar a segurança. O Ministério classificou a maioria dos atos como pacíficos, com 15 prisões no total, sendo sete em Paris.
Em Paris, o protesto transcorreu de modo geral sem incidentes graves, segundo a Secretaria de Segurança Pública. O evento ocorre em meio a um declínio histórico da sindicalização no país, que hoje atinge cerca de 7% dos trabalhadores.
Contexto político e econômico
A flexibilização do feriado é vista pelos sindicatos como alvo simbólico de desidratação de direitos. A liderança da CGT mencionou, de forma indireta, que a prioridade é o reajuste salarial e não mudanças no Dia do Trabalho. A dirigente Sophie Binet também encaminhou ao governo pedidos de reajuste do salário mínimo e de indexação dos salários à inflação.
O debate recente refletiu pressão sobre direitos trabalhistas, incluindo a jornada de 35 horas e o descanso dominical. Em abril, o governo sinalizou abrir mão de ampliar o funcionamento comercial no feriado, limitando a permissão apenas para padeiros e floristas a partir de 2027, sem aplicar multas neste ano.
Ao todo, foram anunciadas 320 mobilizações para esta sexta-feira em todo o país, com atos vinculados a sindicatos de trabalhadores de diversos setores.
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