O car bombing ocorreu na noite de 25 de abril em Dunmurry, próximo à delegacia de polícia no sudoeste de Belfast. O atentado não deixou feridos, e as autoridades suspeitam que o New IRA esteja por trás do ataque.
Um homem de 66 anos foi indiciado por várias acusações, incluindo tentativa de homicídio, posse de explosivos com a intenção de colocar vidas em risco e danos à propriedade. Ele deve comparecer ao tribunal de Lisburn neste sábado.
O suspeito teria roubado o veículo de um motorista de entrega na área de Twinbrook, em oeste de Belfast, acompanhado de um cúmplice, com pelo menos um deles armado. O carro foi utilizado para levar uma panela de gás até a delegacia, sob ameaça de morte, e o motorista conseguiu escapar.
Paralelos e contexto
A PSNI informou que o ataque manteve sem vítimas e que houve evacuação de áreas próximas antes da detonação. O incidente é comparável a um ataque anterior, em março, em uma delegacia de County Armagh, envolvendo indivíduos encapuzados que tomaram um veículo civil e o transformaram em objeto explosivo.
O comissário adjunto da PSNI descreveu a ação como perigosa e destacou a coragem dos oficiais que evacuaram residências para proteger a comunidade. O caso reforça o uso de táticas de bombardeio por proxy, associadas a grupos remanescentes do conflito na Irlanda do Norte.
Contexto histórico
Os investigadores apontam que a estratégia, associada a uma facção decorrente do New IRA, remete a técnicas usadas no passado para forçar pessoas a conduzir veículos explosivos contra alvos de segurança. As vítimas diretas são as próprias pessoas obrigadas a participar, com riscos significativos para a população local.
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