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Novo hospital materno no maior campo de refugiados promete salvar mães e bebês

Hospital materno dentro do maior campo de refugiados do mundo oferece parto seguro, ultrassom e cesáreas, reduzindo mortalidade materna e neonatal

The new hospital, one of the few visible improvements in the world’s largest refugee camp, which has experienced deep resource cuts since 2025.
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A nova maternidade dentro do maior campo de refugiados do mundo chegou em um momento de fragilidade crescente. Localizado em Kutupalong, perto de Cox’s Bazar, no sudeste de Bangladesh, o hospital oferece atendimento obstétrico de emergência 24 horas, bem como serviços rotineiros para mães e recém-nascidos. A instalação foi criada com o objetivo de reduzir riscos obstétricos em um cenário marcado por cortes de ajuda humanitária que apertaram ainda mais os recursos.

Operado pela Save the Children, o espaço é modesto, porém funcional, e está integrado ao acampamento em vez de separado dele. Dentro, há leitos, equipamentos cirúrgicos e equipe treinada capaz de agir em partos perigosos. Médicos e enfermeiras destacam que, anteriormente, mulheres precisavam viajar longas distâncias para acesso a cuidados especializados, muitas vezes carregadas em andaimes de bambu.

O hospital representa uma melhoria visível para a população refugiada, com relatos de profissionais que atuam no local. A obstetrícia de emergência, ultrassom e cesarianas passaram a estar disponíveis no próprio acampamento, reduzindo o tempo entre complicações e atendimento. Entre as profissionais, a multiplica atuação de Rozina Akhter, 29 anos, que realiza consultas, partos e cuidados neonatais, destacando a importância de reduzir mortalidade materna e infantil.

Pacientes relatam mudanças no cotidiano do cuidado. Antes, as transferências para serviços especializados envolviam viagens de horas, com risco elevado. Hoje, a opção de parto seguro no hospital do acampamento amplia a rede de apoio, ainda que as condições externas continuem desafiadoras, com cortes de alimento, gás e remédios afetando famílias que já enfrentam dificuldades.

Entre as moradoras, jovens próximas da maternidade refletem sobre o futuro. Zohara Begum, 17, planeja não casar antes dos 18, reconhecendo riscos de gravidez precoce. Najma Khatun, também com 17, aguarda o bebê com checkups regulares no hospital, enquanto Noor Kalima, 27, avalia cuidadosamente o momento de ter o segundo filho. A história de Sokina Bibi, 42, recorda partos longos e a persista preocupação com a transferência em emergências, mesmo com a melhoria local.

Além disso, a atuação de tradutora obstétrica Romida Begum, com mais de uma década de experiência, envolve visitas domiciliares e encaminhamentos para atendimento especializado. Ela matricula centenas de partos assistidos ao longo dos anos, descrevendo sinais de alerta comuns em situações de complicação.

O panorama atual ainda enfrenta desafios. Muitos pacientes chegam já com complicações ou após tentativas de manejo doméstico, e a desnutrição, a fome e a interrupção de serviços básicos seguem ameaças recorrentes. Ainda assim, a nova maternidade aparece como uma linha de esperança em um contexto de grande vulnerabilidade humanitária.

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