Donald Trump ameaça retirar tropas dos EUA da Itália e da Espanha, um dia após sinalizar redução do contingente na Alemanha. A declaração ocorreu em meio a críticas a aliados da Otan por não apoiarem operações no estreito de Hormuz.
O presidente afirmou, ao ser questionado, que poderia ocorrer o recuo, citando falta de ajuda de Itália e severa postura de Espanha. A fala ocorreu num contexto de tensão com a Rússia e o Irã e da pressão por coordenação europeia em operações de segurança marítima.
Israel/Europa: o papel de Itália e Espanha tem sido marcado por divergências. Em Itália, o governo reagiu, com o ministro da Defesa rejeitando motivações de Trump e afirmando cooperação para proteção de navegação e negócios com o Atlântico.
Na Espanha, o governo de Pedro Sánchez manteve posição de cooperação dentro da lei internacional, sem autorizar bases para ataques contra o Irã. A presença norte-americana inclui bases em Rota e Morón, sob comando espanhol, com financiamento dos EUA.
Contexto estratégico: cerca de 13 mil militares americanos atuam na Itália, distribuídos em seis bases navais. Em Sigonella, Sicília, houve protestos locais contra atividades aéreas durante exercícios de treinamento.
Em relação a Espanha, as bases de Rota e Morón são centrais para operações da frota dos EUA e para a projeção de poder na região. Perguntas sobre o uso de bases conjuntas intensificaram debates entre Washington e Madrid.
Apoio político europeu segue dividido. Sánchez já enfatizou cooperação com aliados dentro do marco legal e rejeitou medidas que dessem tratamento desvantajoso a aliados. O tema exacerba tensões entre Washington e parceiros da Otan.
Rota de tensão: especialistas apontam que um recuo completo dificultaria a segurança europeia e o fluxo comercial na região. A legislação dos EUA de 2024 restringe saída de alianças sem aprovação do Congresso ou maioria no Senado.
As autoridades italianas reiteraram disponibilidade para missões de proteção de navegação e destacaram que críticas de Trump não condizem com a atuação italiana. O governo italiano também negou que tenha favorecido ações que justifiquem o recuo.
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