O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira um decreto que amplia as sanções contra o regime cubano. A medida busca pressionar Havana diante da crise gerada pelo bloqueio econômico norte-americano.
Segundo dois funcionários da Casa Branca, as novas sanções atingem pessoas, entidades e aliados que apoiam o aparato de segurança cubano, além de cúmpros em casos de corrupção ou violação de direitos humanos. A ampliação envolve sanções secundárias a quem facilitar transações com os alvos.
Não ficou claro, de imediato, quais alvos específicos foram incluídos. A autoridades norte-americanas afirmam que a determinação autoriza ainda restrições a instituições financeiras que colaboram com o governo cubano e com questões migratórias.
Reação de Havana
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba qualificou as sanções como ilegais e abusivas. Em postagem no X, o chanceler Bruno Rodríguez afirmou que os EUA respondem com novas medidas coercitivas unilaterais.
As sanções acontecem em meio a um cenário de tensões entre os dois países. O governo cubano exige abertura econômica, indenizações por propriedades expropriadas e eleições livres, conforme críticas de Havana.
A medida ocorre após restrições aos combustíveis no início do ano, quando Washington suspendeu importação de petróleo venezuelano para Cuba. A crise de abastecimento também impacta serviços públicos e o setor de saúde.
EUA já haviam aumentado a pressão antes, com propostas de tarifas a países que vendem petróleo a Cuba. A soma de medidas contribuiu para cortes de voos de companhias estrangeiras para a ilha, além de agravamento da crise energética.
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