Donald Trump ordenou a retirada de 5 mil militares dos EUA da Alemanha, com prazo de até 12 meses. A medida foi anunciada nesta sexta-feira, 1º, e amplia a tensão com Berlim e aliados da OTAN diante da resistência europeia a apoiar o esforço militar americano no Irã. O movimento ocorre após o chanceler alemão indicarem que os EUA foram humilhados pelo Irã e de reconhecerem a ausência de uma estratégia clara para encerrar o conflito.
Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, a decisão decorre de uma revisão da presença militar na Europa. A retirada deve ocorrer entre seis e doze meses, conforme informou o governo americano. Uma brigada de combate deixará a Alemanha, reduzindo o contingente na região ao nível de 2022, antes da invasão da Ucrânia pela Rússia.
A medida implica o retorno do contingente americano na Europa a patamar anterior ao aumento promovido durante a ofensiva de 2024. Funcionários disseram que os militares retirados seguirão para o Hemisfério Ocidental e para o Indo-Pacífico, como parte de uma reorganização estratégica.
Contexto na Europa
A Alemanha é a principal base estratégica dos EUA no continente, com Ramstein, o Comando Europeu e o centro logístico da Operação Fúria Épica. Dados do final de 2023 apontavam mais de 36 mil militares ativos na Alemanha, entre 68 mil na região.
A rede alemã tem importância para treinamentos e apoio a operações no Oriente Médio e já atuou como hub logístico. Infraestruturas como a Base Aérea de Ramstein e o Centro Médico Regional de Landstuhl representam escala relevante para o aparato americano.
Potenciais mudanças adicionais
Há indicação de que Trump avalia reduzir tropas também na Itália e na Espanha. Na prática, a situação vem sendo acompanhada com atenção por governos europeus desde o início da guerra. Olhares se voltam para impactos estratégicos, logísticos e políticos na aliança.
Na Itália, o governo de Giorgia Meloni tem mostrado cautela quanto ao envolvimento direto, especialmente após críticas a declarações de Trump sobre o Papa e a posição italiana. A redução de forças pode afetar acordos já estabelecidos e planos de cooperação militar.
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