Thiago Ávila, ativista brasileiro, e Saif Abu Keshek, espanhol-palestino, estão em Israel para ser interrogados. A polícia de fronteira foi quem informou a chegada, afirmando que os dois serão investigados pelas autoridades israelenses.
Eles haviam sido interceptados na última quinta-feira, quando se dirigiam a Gaza a bordo da flotilha Global Sumud, com mais de 50 embarcações. O objetivo era entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, sob controle israelense.
Segundo a chancelaria israelense, os dois já chegaram a Israel e serão transferidos para interrogatório. Os países de origem devem acompanhar a situação por meio de visitas consulares, segundo anunciou o governo.
Contexto internacional e sanções
A chancelaria destacou que a Organização Popular para Palestinos no Exterior (PCPA) está sancionada pelos EUA e por Israel. Abu Keshek é descrito como membro de destaque da organização, e Ávila é apontado como colaborador suspeito de atividades ilegais.
O Departamento do Tesouro dos EUA já havia imposto sanções à PCPA, relatando que a flotilha visava romper o bloqueio à Gaza e que contou com participação de outras figuras públicas. Entre os nomes citados estavam Greta Thunberg e Ada Colau.
Operação de sexta-feira e consequências
As forças israelenses interceptaram mais de 20 embarcações e cerca de 175 ativistas de várias nacionalidades na área, com relatos de 211 pessoas consideradas sequestradas pelos organizadores. A maior parte foi deslocada para Creta, na Grécia, enquanto parte dos ativistas seguiu para Istambul e outros destinos.
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