Cuba classificou as novas sanções dos Estados Unidos como ilegais e abusivas. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou que as medidas são coercitivas e visam punir o povo cubano. O comentário foi feito em meio a protestos em Havana.
Um decreto assinando na sexta-feira pelo presidente Donald Trump mira autoridades de setores como energia, defesa, finanças e segurança da economia cubana, além de indivíduos acusados de abusos de direitos humanos ou corrupção. A medida amplia o aperto econômico.
Manifestantes marcaram o Dia Internacional dos Trabalhadores diante da Embaixada dos EUA, denunciando o embargo de petróleo e os apagões que afetam hospitais, transporte público e educação.
Reação diplomática e contexto regional
Bruno Rodríguez escreveu em X que as medidas violam a Carta das Nações Unidas e configuram punição coletiva ao povo cubano, destacando vídeos de protestos a favor da pátria.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou em X que o embargo e o endurecimento causam danos significativos e citou negociações recentes entre os dois países sobre relações diplomáticas.
Impactos e cenário atual
O embargo de petróleo contribuiu para escassez de combustível, além de interrupções em serviços públicos. Até o momento, apenas um oleoduto russo chegou a Cuba após o início do embargo.
Trump também sinalizou a possibilidade de tarifas sobre mercadorias de países que forneçam óleo a Cuba, aumentando a pressão sobre a economia cubana neste momento.
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