Na véspera do Dia da Vitória, 9 de maio, Moscou anunciará um desfile na Praça Vermelha com formato reduzido. O Ministério da Defesa informou que não haverá passagem de equipamento militar pelo túmulo de Lenin este ano. A composição incluirá tropas de academias militares marchando a pé.
Conforme o comunicado, alunos das Escolas Militares Suvorov e das Escolas Navais Nakhimov, além de cadetes, não participarão do desfile. A decisão aponta para uma “situação operacional” sensível descrita pelo governo.
Pela leitura oficial, o evento manterá a tradicional presença de representantes acrobáticos e de aeronaves, mas sem a exibição de grande parte do armamento. O ministro russo afirma que o desfile seguirá em formato reduzido por motivos de segurança.
Peskov, porta-voz do Kremlin, explicou que a Rússia enfrenta uma suposta “ameaça terrorista” vinda de Kiev. Ele destacou que o regime ucraniano tem perdido terreno no campo de batalha, justificando ajustes no evento.
Nos anos anteriores, o desfile do Dia da Vitória foi ajustado devido à guerra na Ucrânia. Em 2022 e 2023 houve cancelamento de sobrevoos; em 2024, houve participação de apenas um tank descontinuado. O de 2023 contou com itens como o Geran-2 e a presença de líderes estrangeiros.
O Ministério da Defesa prometeu um espetáculo tradicional, com sobrevoos e o uso de aeronaves, incluindo o Su-25. O cenário permanece cercado de incertezas sobre o andamento da ofensiva russa na Ucrânia e os desdobramentos econômicos.
A eclosão de ataques a infraestruturas russas e interrupções de internet nas últimas semanas alimentam o clima de tensão. A economia enfrenta pressões, com relatos sobre escassez de mão de obra, segundo a autoridade monetária.
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