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Presidente de Cuba rebate ameaças de Trump: não encontrará rendição

Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, rebate ameaças dos Estados Unidos: 'nenhum agressor encontrará rendição em Cuba', e convoca apoio internacional

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 16 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Norlys Perez
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, reagiu a uma fala de Donald Trump de que os EUA poderiam “assumir” Cuba logo após o fim da guerra contra o Irã. A declaração ocorreu durante evento na Flórida, nos EUA. Díaz-Canel afirmou, em X, que nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba e que o país defenderá sua soberania.

Ele enfatizou que o presidente americano estaria elevando ameaças a um patamar perigoso e sem precedentes. O líder cubano pediu à comunidade internacional que se posicione diante do que considerou um ato criminoso, instando a sociedade a discutir o tema junto ao povo dos EUA.

Entenda o contexto

Trump falou de uma ação rápida contra Cuba ao comentar sobre a origem de um participante do evento. Segundo ele, após encerrar a guerra no Irã, haveria possibilidade de posicionar forças próximas à costa cubana, sugerindo uma rendição da ilha em distâncias próximas. A plateia na ocasião reagiu com risos ao comentário do ex-presidente.

Na mesma data, Washington ampliou sanções contra Havana, incluindo medidas contra bancos estrangeiros com relações com a ditadura cubana, além de restrições a setores como energia e mineração. O governo dos EUA classificou Cuba como uma ameaça extraordinária à sua segurança nacional, mantendo o embargo econômico de longa data.

Autoridades cubanas reagiram às novas medidas, inclusive o chanceler Bruno Rodríguez, que chamou as ações dos EUA de coercitivas, unilaterais, ilegais e abusivas. Mesmo com a escalada, os dois países permanecem com canais diplomáticos abertos, com recentes encontros entre representantes em Havana.

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