O Irã apresentou uma proposta que foi rejeitada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O plano previa reabrir o tráfego comercial no Estreito de Ormuz e encerrar o bloqueio naval na região, com as hostilidades imediatas encerradas e as discussões sobre o programa nuclear adiadas para uma etapa posterior.
Segundo a proposta, a guerra terminaria com garantias de que Israel e os EUA não atacariam o Irã novamente. O Estreito de Ormuz abriria imediatamente e os EUA encerrariam o bloqueio aos portos iranianos. As restrições ao programa nuclear ficariam para uma fase posterior, em troca do fim das sanções.
O impasse ocorre quatro semanas após EUA e Israel terem suspendido uma campanha de bombardeios contra o Irã. Até o momento, não houve acordo para encerrar o conflito, que já causou interrupção significativa no fornecimento global de energia.
Há mais de dois meses, o Irã bloqueia quase todo o transporte marítimo no Golfo Pérsico, permitindo apenas a circulação de suas embarcações. No mês passado, Washington impôs contrabloqueio a navios que partem de portos iranianos.
Trump afirmou na sexta-feira, 1º de maio de 2026, na Casa Branca, que não está satisfeito com a oferta iraniana, sem detalhar pontos rejeitados. O presidente disse que o Irã estaria pedindo itens que não poderia aceitar.
Condição americana
Washington mantém a posição de encerrar a guerra apenas se houver um acordo que garanta que o Irã não obterá uma arma nuclear. O Irã sustenta que seu programa tem fins pacíficos e que a negociação deve separar a questão marítima da nuclear.
Uma autoridade iraniana, sob anonimato, afirmou à Reuters que a ideia de fatiar as negociações seria um passo importante para facilitar o entendimento. O plano teria sido enviado aos EUA por meio de mediadores internacionais.
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