O Departamento de Guerra dos EUA anunciou a retirada de 5.000 soldados da Alemanha. A medida será concluída em seis a 12 meses, com a redistribuição dos militares para bases dentro dos EUA e em outros países.
Segundo reportagens do The New York Times, a redução do contingente na Europa busca devolver o tamanho da presença militar norte-americana àquele registrado em 2022, antes do início da guerra na Ucrânia. A decisão ocorre mesmo após um replanejamento do Pentágono no ano passado, que reposicionou tropas na Romênia sem enviar substituição imediata.
A iniciativa ganhou impulso após comentários do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, sobre a guerra no Irã, que teriam sido interpretados como críticas à estratégia dos EUA. Funcionários do Pentágono disseram ao NYT que a Alemanha não contribuiu de forma suficiente aos esforços na região, o que motivou a reavaliação de tropas na Europa.
Contexto da presença americana na Alemanha
A Alemanha abriga hoje o maior contingente de tropas dos EUA na Europa, com cerca de 35 mil militares em atividade e função relevante como centro de treinamento. Mesmo com a retirada, Berlim manterá essa posição estratégica no continente, segundo especialistas ouvidos pela imprensa.
Em escala global, a Alemanha ocupa o segundo lugar entre os destinos de tropas norte-americanas no exterior, ficando atrás apenas do Japão. Autoridades afirmam que as bases alemãs são essenciais para operações no Oriente Médio, na Europa e na África, mesmo com o recuo anunciado.
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