Estudantes do ensino médio e a tropa de choque entraram em confronto em diversas cidades da França nesta sexta-feira (2). O governo de Emmanuel Macron tenta frear as manifestações cada vez mais violentas contra a situação das salas de aula e a escassez de recursos para o ensino.
Em Estrasburgo, no leste do país, as ruas ficaram tomadas por gás lacrimogêneo. Fogos de artifício foram lançados contra policiais em Marselha, no sul. Em Rennes, no oeste, lixeiras foram incendiadas.
Paris também registrou confrontos. Na capital, os jovens carregavam cartazes com a frase “Temos um futuro para construir, não para suportar”.
Estudantes ateiam fogo em duas escolas em meio a onda de protestos na França
A seis meses da eleição presidencial de 2027, levantamentos de opinião indicam de forma recorrente que Macron e seu governo, de centro-direita, enfrentam forte rejeição. A insatisfação ganhou força com os cortes previstos no orçamento, que aprofundam a falta de verbas na educação.
As manifestações começaram na semana passada na região de Paris e se tornaram mais violentas conforme se espalharam pelo território francês.
Em entrevista à rádio RTL, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, afirmou que 2.000 pessoas foram detidas desde o início dos atos, em sua maioria adolescentes. Segundo ele, os pais daqueles que causarem danos à propriedade deveriam ser obrigados a arcar com os prejuízos.
Greve e manifestações levam 200 mil às ruas e deixam 440 detidos na França
Por causa dos tumultos, 400 escolas de ensino médio, o equivalente a cerca de uma em cada dez, ficaram fechadas nesta sexta. O ministro da Educação, Édouard Geffray, pediu que os pais convençam os filhos a não protestar nas ruas. “Nas ruas, as crianças correm perigo”, declarou Geffray à BFM TV.
Para Darmanin, o movimento dos estudantes foi tomado por “pessoas de fora”.
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