O governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra Cuba na sexta-feira, 1º. As medidas visam restringir bancos estrangeiros que trabalham com o governo cubano e ampliar restrições migratórias. O objetivo declarado é aumentar a pressão econômica sobre Havana, que enfrenta grave crise causada pelo bloqueio petrolífero imposto por Washington.
Além das restrições financeiras, o decreto eleva a pressão sobre as autoridades cubanas e aumenta a tensão entre os dois países. Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel reagiu classificando o bloqueio como genocida e acusando Washington de conduta intimidatória. O chanceler Bruno Rodríguez também denunciou as sanções.
Dia do Trabalhador em Havana
As sanções coincidiram com celebrações do Dia do Trabalhador em Havana. Um desfile ocorreu em frente à embaixada dos EUA, com participação de Raúl Castro, aos 94 anos, e de Díaz-Canel. Trabalhadores de empresas estatais, funcionários públicos e membros do PCC participaram do ato, denominado plataforma anti-imperialista.
Durante o evento, as autoridades reforçaram a mobilização em defesa da pátria. O governo cubano descreveu o apoio popular como expressão de resistência ao bloqueio. A manifestação foi um dos principais momentos da programação do feriado.
Repercussões e diálogo
Depois das sanções, Washington informou que mantém canais de comunicação com Havana. Em reuniões realizadas em 10 de abril, em Havana, houve contatos de alto nível entre autoridades americanas e representantes cubanos, inclusive com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro.
As medidas americanas, associadas ao endurecimento da posição dos EUA sobre Cuba, aparecem em meio a um cenário de tensões regionais e interesses estratégicos. O governo cubano reiterou a defesa da soberania e denunciou o que classifica como violação de direitos do povo cubano.
Contexto internacional
Analistas ressaltam que o endurecimento do bloqueio busca pressionar o governo cubano a alterações políticas e econômicas. A administração norte-americana sustenta que as medidas são medidas de segurança nacional e de combate a supostas ameaças. O governo cubano, por sua vez, afirma que o bloqueio agrava a crise econômica.
Com AFP
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