A ONG francesa Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou a edição mais recente de seu relatório anual sobre a liberdade de imprensa. O documento aponta uma melhoria no Brasil, que sobe 11 posições e atinge 66,37 pontos em uma escala de 0 a 100. A mudança ocorre mesmo com o recorte de dados feito pela RSF.
O Brasil passou a ocupar a 52ª posição entre 180 países analisados. O levantamento situa o país à frente de Itália, Japão e Estados Unidos, com base em uma avaliação cuja nota reflete o ambiente para jornalistas e veículos de comunicação.
A RSF afirma que a melhoria está ligada ao novo governo, sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo o relatório, restabeleceu relações entre a mídia e os órgãos do Estado após o mandato de Jair Bolsonaro. O documento cita uma redução de hostilidade à imprensa.
Resultado geral
No panorama global, a RSF indica tendência de queda na liberdade de imprensa: 100 dos 180 países avaliados apresentaram piora. Os dez melhores colocados são Noruega, Países Baixos, Estônia, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Irlanda, Suíça, Luxemburgo e Portugal.
Entre os piores, aparecem Azerbaijão, Rússia, Turcomenistão, Vietnã, Afeganistão, Arábia Saudita, Irã, China, Coreia do Norte e Eritreia. A RSF aponta que a situação é especialmente crítica em regimes com restrições severas à expressão.
Metodologia e observações
A RSF baseia as notas em entrevistas com especialistas locais, jornalistas, pesquisadores e defensores dos direitos humanos, sem identificar os entrevistados. A organização não detalha cada resposta, mas ressalta que o conjunto de percepções embasa a pontuação final.
O estudo também comenta a retórica de líderes conservadores ao longo do período avaliado e a presença de desinformação como fator a impactar o debate público. As conclusões não incluem avaliações de entidades governamentais específicas.
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