A liberdade de imprensa global atingiu o nível mais baixo dos últimos 25 anos, segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O relatório aponta queda acentuada na credibilidade da mídia e no espaço de atuação jornalística.
Entre os fatores que contribuíram, a desinformação, a polarização política e o impacto das redes sociais aparecem como atalhos para deslegitimar o trabalho dos jornalistas. A RSF alerta para ataques a redações e para a desconfiança crescente da população.
Países em posições diversas mostram o cenário: Portugal ocupa a 10ª colocação, o Brasil sobe para a 52ª e os Estados Unidos ficam em 64º, segundo o levantamento mais recente da RSF.
O relatório cita críticas de figuras políticas a veículos de imprensa, com termos que associam a mídia a interesses e falhas. A depender do país, essas dinâmicas alimentam percepções de parcialidade ou desonestidade jornalística.
Especialistas lembram que a função do jornalismo é escrutinar a vida pública e cobrar transparência. Embora erros ocorram, o código de ética orienta a apuração, a precisão e a responsabilidade dos veículos.
Por fim, a RSF destaca que a proteção à liberdade de imprensa é essencial para a democracia. A organização ressalta a necessidade de mecanismos que assegurem acesso à informação e independência editorial.
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