Gianinna Maradona afirmou nesta semana, em entrevista, que a internação domiciliar de Diego Maradona ocorreu dentro de um suposto plano para manter o ex-jogador sob controle, que acabou saindo do alcance da família. O tema surge enquanto ocorre o julgamento em San Isidro sobre as circunstâncias da morte, em 2020.
Ela criticou não apenas a equipe médica, que responde judicialmente, como também o entorno próximo do pai, incluindo o advogado Matías Morla, o ex-secretário Maximiliano Pomargo e a contadora Vanesa Morla. Segundo a filha, esses indivíduos estariam vinculados a interesses financeiros.
A declaração sugere que houve organização por trás das decisões pós neurocirurgia, com alegações de que o objetivo seria controlar contratos e marcas do ex-jogador. O debate gira em torno de quem dirigia o conjunto de decisões tomadas durante a internação.
Julgamento e acusações
O processo envolve a acusação de homicídio com dolo eventual contra sete profissionais de saúde, sob o argumento de que haveria conhecimento técnico que poderia levar à morte. A defesa diz que o paciente foi vítima de negligência.
Gianinna indicou que o foco econômico estaria orientando as ações de alguns envolvidos, incluindo o médico de referência da família. Ela mencionou que sinais ignorados durante o período em casa contribuíram para o desfecho clínico.
Durante o caso, áudios vazados de profissionais de saúde seriam vistos como tentativa de proteção legal, segundo a filha. O julgamento, iniciado em abril, busca esclarecer as causas da parada cardiorrespiratória que levou ao óbito do ex-jogador.
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