O Irã elevou o tom na escalada de tensões no Estreito de Ormuz, principal rota de petróleo mundial. Almirante Ali Akbar Ahmadian, representante do líder do IRGC, disse que ações militares assimétricas podem mudar as regras do jogo e elevar o custo das ações dos EUA. A mensagem foi veiculada pela IRNA, agência estatal iraniana.
Ahmadian avisou que ataques não devem ser interpretados como simples advertência, mas como uma realidade que pode se concretizar com a permissão de Deus. Ele afirmou que piratas marítimos americanos devem esperar respostas complexas e proporcionais à agressão.
Contexto atual no Estreito de Ormuz
A escalada ocorre em meio a incidentes recentes envolvendo navios militares e comerciais na região, com relatos de bloqueios e confrontos. Autoridades iranianas negam informações divulgadas pelos EUA e ressaltam que a região está militarizada.
Reações e desdobramentos
O major-general Ali Abdollahi, da Khatam al-Anbiya, disse que embarcações que cruzarem o estreito sem coordenação com Teerã poderão ser atacadas. Ao mesmo tempo, a Marinha do Irã afirmou ter disparado avisos contra destróieres dos EUA, segundo relatos regionais.
Outros lados do conflito
O Pentágono rejeitou que alguma embarcação norte-americana tenha sido atingida. Em paralelo, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar um petroleiro da ADNOC com drones, qualificando o episódio como ataque à navegação comercial.
Posição de governos e dúvidas
Donald Trump afirmou que o Irã atacou navios de países neutros e citou um cargueiro sul-coreano atingido. Ele também disse que forças americanas destruíram sete pequenas embarcações iranianas. O Comando Central dos EUA sustenta defesa da navegação global.
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