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Guerra civil no Iêmen deixa dezenas de mortos e desloca mais de 100 mil

Agência da ONU aponta que milhares deixaram as vilas depois que os houthis retomaram hostilidades

Esta imagem, extraída de um vídeo da AFPTV, mostra combatentes ligados ao governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita em confronto com as autoridades houthis na província de Al-Jawf, em 15 de setembro de 2026.
Esta imagem, extraída de um vídeo da AFPTV, mostra combatentes ligados ao governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita em confronto com as autoridades houthis na província de Al-Jawf, em 15 de setembro de 2026 (AFPTV/AFP)

A retomada das hostilidades no Iêmen, entre os houthis, apoiados pelo Irã, e as forças armadas já deslocaram milhares. Mais de 100 mil iemenitas tiveram que sair das regiões que moravam, segundo a OIM.

A Organização Internacional para as Migrações diz que a maioria dos deslocamentos foi dentro do próprio Iêmen. Segundo a Reuters, parte da população tenta fugir pelo Mar Vermelho.

“O mar estava agitado. As crianças estavam ficando enjoadas; ninguém está acostumado com o mar”, disse Ahmad Hassan, de 70 anos, em entrevista à OIM após chegar à África em um barco superlotado.

Ele havia fugido da vila em que morava depois que combatentes houthis chegaram e o local passou a sofrer ataques aéreos.

 “Quanto mais ficávamos, pior ficava a situação; as lojas fechavam e não havia mais comida para comprar.”

Na semana passada , os houthis assumiram o controle dos mais de 700 km de costa iemenita, banhada pelo Mar Vermelho. O movimento ampliou o domínio estratégico do Estreito de Bab el-Mandeb.

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Civis feridos e combatentes mortos

Nesta quinta-feira (17), os houthis afirmaram que três crianças morreram em ataques realizados por exército iemenita, apoiado pela Arábia Saudita.

Segundo a emissora Almasirah, controlada pelo grupo, as mortes ocorreram em ataques aéreos na província da terceira maior cidade do Iêmen, Taiz.

Mais cedo, os houthis afirmaram que “aviões de guerra do inimigo saudita atacaram três torres de telecomunicações”, segundo indica a AFP. Durante os ataques, uma pessoa teria ficado ferida. 

Até o momento, o retorno das ofensivas militares no Iêmen deixaram mais 60 combatentes mortos. Segundo a AFP, 23 soldados do exército do Iêmen morreram, enquanto no lado dos houthis, foram mortos 40 combatentes.

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Feridos na Arábia Saudita

Na Arábia Saudita, uma iemenita morreu durante a interceptação de um drone. Segundo a Defesa Civil saudita, o dispositivo foi lançado pelos houthis. A morte ocorreu na província de Taif, a sudoeste de Meca.

Segundo a Defesa Civil saudita, a queda de estilhaços do drone interceptado provocou danos materiais em edifícios e veículos. Além disso, uma mulher saudita e um residente paquistanês também ficaram feridos.

Ao todo, as autoridades afirmam que 86 pessoas morreram neste mês em ataques atribuídos aos houthis. O grupo enfrenta o governo do Iemên desde 2014, que é apoiado pela monarquia saudita.

A cidade de Taif, próxima à Meca, fica a mais de 930 km da terceira maior cidade do Iêmen, Taiz, na região de Sanaã (Maps)

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