Anish Kapoor pediu que os Estados Unidos sejam barrados da edição de 2026 da Bienal de Veneza e elogiou a decisão do júri de renunciar em massa. A declaração foi feita em entrevista ao Guardian. As informações sobre o tema vêm em meio a debates sobre participação de países e políticas culturais.
O artista criticou as políticas dos EUA, associando-as a “políticas de ódio” e “agressões constantes”. O júri, por sua vez, não confirmou explicitamente a relação com a presença de Israel e Rússia, mas havia divulgado uma nota de que não premiaria pavilões de países acusados de crimes contra a humanidade pelo ICC.
Na temporada recente, a Bienal enfrenta controvérsias sobre Israel e Rússia, além da seleção de Alma Allen para o Pavilhão dos EUA. Artistas e curadores chegaram a assinar carta aberta pedindo a exclusão dos três pavilhões, o que não ocorreu.
Contexto da participação internacional
A organização afirmou que não tem autoridade para excluir nações reconhecidas na Itália e rejeita qualquer forma de censura cultural. Rússia participa pela primeira vez desde o início da invasão da Ucrânia em 2022; em 2024, foi cedido o pavilão à Bolívia.
Israel apresentará o pavilhão no Arsenale, e não no Giardini, por reformas no espaço. A artista Ruth Patir, associada ao pavilhão, recusou abrir a exposição em 2024 até a libertação de todos os reféns e o cessar-fogo em Gaza.
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