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Brasil tem 2 milhões de migrantes e refugiados, 415 mil com emprego formal

Brasil tem pouco mais de dois milhões de migrantes e refugiados; 415 mil em empregos formais, renda média cai e crianças migrantes avançam na educação básica

Duas pessoas caminham em estrada carregando grandes malas coloridas na cabeça e bolsas nas mãos. Ao fundo, uma placa azul indica direções para caminhões e carga. Outra pessoa está parada na calçada, usando máscara.
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O Brasil registra pouco mais de 2 milhões de migrantes e refugiados, segundo o Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). Do total, cerca de 415 mil estão com emprego formal. Os números correspondem a estimativas para o início de 2026.

A análise detalha a composição e as tendências por origem, destacando venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos. O relatório aponta que, mesmo com queda recente de registros venezuelanos, não se pode afirmar uma tendência de redução estável, diante de contextos econômicos incertos.

Perfil e distribuição

O OBMigra observa mudanças demográficas entre venezuelanos, com maior participação de mulheres e, principalmente, crianças de 0 a 14 anos. O edital ressalta a necessidade de ações públicas voltadas a esse grupo, especialmente mulheres e menores.

A distribuição geográfica já não se restringe ao Norte. Além de Roraima, Estados como Amazonas e a região Sul apresentam alta concentração de migrantes, exigindo políticas integradas nessas áreas.

Emprego e renda

Entre os migrantes, o estoque de trabalhadores cresceu de 50 mil em 2010 para 415 mil em 2025, com alta concentração em ocupações de menor qualificação. A renda média caiu de cerca de R$ 15,5 mil para R$ 4,5 mil ao longo do período.

O texto aponta possível inconsistência de status de alguns trabalhadores, inclusive com formação superior, que atuam em funções básicas, impactando rendimentos e oportunidades de carreira.

Cubanos e venezuelanos

O fluxo cubano ganhou expressão expressiva, com estimativa de 84 mil cubanos no Brasil. Desde 2019, a via preferida para regularização tem sido a solicitação de refúgio, superando a venezuelana em 2025 com mais de 40 mil pedidos.

No caso venezuelano, a queda observada não elimina a complexidade do cenário, que envolve fatores econômicos e fluxos contínuos de imigração, segundo o OBMigra.

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