O ano de 2026 promete ser um dos mais desafiadores para o planejamento de viagens internacionais. Com eleições em cerca de 60 países e mais de 1,5 bilhão de eleitores, o cenário geopolítico pode alterar custos, logística e regras de entrada.
Levantamento da Biosfera Copastur, empresa de gestão de viagens, aponta que o calendário eleitoral pode impactar variações cambiais e políticas migratórias, além de rotas aéreas, afetando lazer e negócios.
No Brasil, com cerca de 150 milhões de eleitores, a expectativa é de maior volatilidade do câmbio no segundo semestre, o que pressiona o custo de viagens internacionais. A recomendação é acompanhar o câmbio e planejar com antecedência.
Impactos por região
Nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato em novembro elevam a atenção a possíveis mudanças nas regras de entrada, incluindo propostas que podem exigir histórico de redes sociais para o ESTA, o que pode impactar viajantes brasileiros.
No Oriente Médio, o desafio envolve Israel em meio ao conflito em Gaza, com possível influência nos corredores aéreos e na dinâmica regional. Desvios de rotas entre Europa e Ásia já elevam o custo das passagens.
Na Europa, eleições na Alemanha, Suécia e Hungria tendem a influenciar políticas migratórias e de entrada no espaço Schengen, repercutindo na logística de viagens.
Mercado corporativo e recomendações
Para o setor corporativo, acompanhar o calendário geopolítico é essencial: mudanças afetam câmbio, segurança, infraestrutura e a viabilidade de eventos internacionais. A gestão de viagens ganha dimensão estratégica.
Empresas devem monitorar destinos, antever decisões logísticas e considerar seguros com cobertura para instabilidade política. Viajantes precisam planejar com antecedência e acompanhar variáveis como câmbio e regras de entrada.
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