A candidatura de Michelle Bachelet para a chefia da ONU ganha espaço na agenda de Lula e de Trump. O tema deve entrar na conversa entre os dois líderes durante a reunião prevista para esta semana, nos Estados Unidos. Lula viaja para Washington para se encontrar com Trump na quinta-feira, 7 de maio.
A articulação para apoiar Bachelet é vista como etapa estratégica. O Brasil, com o México, costura o nome da ex-presidente chilena para o posto de Secretário-Geral, embora o Chile tenha afastado o apoio após mudanças no governo.
O Conselho de Segurança da ONU, que inclui China, França, Reino Unido, Rússia e os EUA entre seus membros permanentes, pode usar o veto para bloquear a candidatura. A decisão final depende de apoio entre os 193 países membros.
Contexto da disputa
A candidatura de Bachelet surgiu em parceria entre Brasil e México, com apoio inicial do Chile. A ideia era trazer uma mulher para liderar a ONU, cargo hoje ocupado por António Guterres desde 2017.
Após a mudança de governo no Chile, o apoio ao nome de Bachelet foi revisto. Com a assunção de Jose Antonio Kast, o Chile retirou seu respaldo à candidata associada a Lula.
Além de Bachelet, outros três nomes disputam o cargo: Rafael Mariano Grossi, diplomata argentino e diretor da Agência Internacional de Energia Atômica; Macky Sall, presidente de Senegal; e Rebeca Grynspan, economista e ex-vice-presidente da Costa Rica.
Processo de escolha
O processo está em curso e a ONU deve divulgar a tendência nos próximos meses. O cargo ficará vago até o fim de dezembro, quando Guterres encerra seu mandato.
A decisão final depende da articulação entre os países membros. A Assembleia Geral escolherá o próximo secretário-geral, com aprovação prévia do Conselho de Segurança, conforme a Carta da ONU.
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