Emmanuel Macron fez um ataque direto à campanha de reeleição de Nikol Pashinyan, no contexto de visita de Estado a Yerevan. O presidente francês pediu apoio à integração europeia da Armênia, argumentando que o destino do país passa pela União Europeia.
Pashinyan enfrenta forte desafio de partidos pró-Rússia nas eleições do próximo mês. Grupos nacionalistas acusam o premiê de ceder demais a Baku para manter a paz, o que complica a disputa pela continuidade no cargo.
Macron também criticou a Rússia pelo que chamou de abandono da Armênia após as guerras de Nagorno-Karabakh, em 2020 e 2023, quando Moscou não atuou para evitar deslocamentos de milhares de armênios.
A França sustenta há tempos a aproximação entre Yerevan e a UE. Durante a visita, Macron participou de eventos com líderes europeus na capital armênia, buscando demonstrar que a integração não é teoria, mas uma escolha prática para a população.
Na cúpula entre Armênia e UE, realizada nesta semana, a União Europeia abriu perspectivas de vistos facilitados e maior liberalização comercial, sinalizando passos institucionais para próximos anos.
Macron destacou que a Armênia pode ser um polo de cooperação entre Europa, Ásia e Oriente Médio, defendendo abertura de fronteiras com a Turquia, Azeri e, ainda, com a Geórgia. Ele reforçou a necessidade de respeito ao Estado de direito.
Diplomacia europeia e desdobramentos regionais
O encontro entre Macron, Pashinyan e autoridades regionais ocorreu em meio a tensão geopolítica no Cáucaso. O objetivo é firmar compromissos com base no estado de direito e na cooperação regional, sem favoritismos.
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