A Organização Mundial da Saúde confirmou nesta terça-feira que há dois casos de hantavírus entre pessoas a bordo ou que desembarcaram de um cruzeiro ancorado em Cabo Verde. O grupo registra sete casos no total, com cinco suspeitos e três óbitos já confirmados ou indicados. Quatro pessoas permanecem a bordo do navio.
O navio em questão é o MV Hondius, que segue com destino à Espanha após aportar em Cabo Verde. A OMS informou também que investiga a possível transmissão entre pessoas a bordo, apesar de o hantavírus normalmente exigir roedores para contágio inicial.
Entre os casos, há três pacientes que já não estão no cruzeiro. A OMS informou que a doença começou com sintomas semelhantes à gripe e pode evoluir para insuficiência respiratória. A taxa de mortalidade estimada, de acordo com o CDC, fica em torno de 40% em casos graves.
Além disso, a OMS está buscando passageiros do voo que saiu de Santa Helena com destino a Joanesburgo, após uma turista holandesa de 69 anos falecer em um hospital da África do Sul. A paciente havia desembarcado em Santa Helena em 24 de abril e embarcado novamente no dia seguinte.
A mulher morreu no dia 26 de abril e a infecção por hantavírus foi confirmada em 4 de maio. A organização afirmou que iniciou buscas para localizar os demais passageiros do voo. O marido da turista, de 70 anos, também morreu a bordo do cruzeiro.
O ministério da Saúde espanhol informou que não tomará decisão sobre recebimento do cruzeiro antes da análise dos dados epidemiológicos coletados em Cabo Verde. As autoridades regionais das Ilhas Canárias cogitaram que o navio siga para o continente, com garantias sanitárias.
Não há medicamento específico para hantavírus; o tratamento é de suporte, com ventilação mecânica quando necessário. No Brasil, o Ministério da Saúde registra 2.377 casos entre 1993 e 2024, com 540 óbitos, principalmente em áreas rurais. Em 2025 foram 28 casos, e já há 6 notificações em 2026.
Entre na conversa da comunidade