Vladimir Putin tem passado a maior parte do tempo em bunkers subterrâneos e isolado de atividades civis para acompanhar a guerra na Ucrânia, conforme reportagem do Financial Times. A motivação seria o medo de assassinato, ampliada por eventos recentes como a prisão do venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA e o ataque de drones à Ucrânia no ano passado.
O Serviço Federal de Proteção (SFO) intensificou a proteção ao presidente. Visitas foram reduzidas, checagens passaram a ser mais rigorosas e trabalhadores próximos a Putin, como cozinheiros, fotógrafos e guarda-costas, podem ter seus celulares com acesso à internet proibidos durante o expediente.
Putin e a família teriam deixado de frequentar residências em Moscou e Valdai para ficar em bunkers na região de Krasnodar, no sul do país. A mídia estatal utiliza imagens gravadas para evitar transparecer o sumiço do líder. Cortes de internet em Moscou estariam ligados às medidas de segurança e à proteção contra drones.
A preocupação com a segurança se estendeu aos altos comandantes. Após a morte da tenente-general Fanil Sarvarov em ataques ucranianos, o presidente pediu ao SFO para assegurar a proteção de mais dez generais, incluindo três adjuntos de Valeri Gerasimov, chefe do Estado-Maior.
Em 2026, Putin fez apenas duas aparições públicas. A última ocorreu em 27 de abril, em São Petersburgo, em uma escola de esportes, onde conversou com estudantes. A escassez de aparições é associada a esforços para manter apoio público e aos cortes de internet.
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