O vírus hantavírus pode ter sido o responsável pelo surto a bordo do cruzeiro de luxo MV Hondius, que ficou encalhado por dias off the coast de Cape Verde com quase 150 pessoas a bordo. Segundo a África do Sul, a cepa Andes foi identificada entre as vítimas, sendo a primeira vez associada a transmissão entre humanos em curto alcance.
Quase simultaneamente, a Alemanha confirmou que o passageiro britânico internado na África do Sul e a mulher holandesa morta em Joanesburgo estavam consumidos pela mesma cepa.* A polícia sanitária sul-africana abriu investigação de contatos, com 62 pessoas sob monitoramento, incluindo tripulação e profissionais de saúde.
O navio, inicialmente com destino a Espanha, não recebeu autorização para deixar as autoridades de Cape Verde permitirem desembarque dos passageiros. O governo espanhol informou ter aceitado colaborar com a Organização Mundial da Saúde e com a União Europeia para a gestão do caso.
Entre os passageiros, há pelo menos uma tripulação holandesa, quatro australianos e um alemão entre os mortos, além de um britânico que permanece em tratamento intenso na África do Sul. A Holanda trabalha na evacuação de três pacientes para o país, com detalhes logísticos ainda a serem definidos.
A rota do Hondius começou em março, na América do Sul, com a Argentina como ponto de partida do itinerário. Especialistas ressaltam que o risco de transmissão entre humanos é muito baixo e ocorre apenas em contatos próximos, apesar de a Andes ser associada a casos de transmissão em ocasiões anteriores.
Autoridades de Cape Verde mantêm o navio no mar, enquanto a Espanha confirmou o acordo para receber o Hondius, em cumprimento a princípios humanitários. A decisão final sobre o desembarque depende do governo espanhol, segundo fontes oficiais.
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