O Ministério das Relações Exteriores da China pediu um cessar-fogo imediato e abrangente no Oriente Médio, após a reunião entre autoridades chinesas e iranianas em Pequim. O objetivo é reduzir tensões e retomar negociações para restaurar a paz na região.
A coletiva de imprensa contou com o porta-voz Lin Jian, que afirmou ser urgente evitar a retomada das hostilidades. Pequim reiterou o compromisso de diminuir as tensões e ampliar seu papel na paz e na estabilidade regional.
A visita do ministro iraniano Araqchi a Pequim, anunciada pela Xinhua, marca sua primeira viagem à China desde o agravamento do choque entre EUA, Israel e Irã, que impacta a segurança energética global.
O conflito chegou a comprometer o abastecimento de petróleo, encarecendo e desorganizando mercados. A China, maior importador mundial, busca atuação diplomática para reduzir impactos no abastecimento.
Contexto internacional
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, pediu que a China intensifique esforços diplomáticos para persuadir o Irã a abrir o Estreito de Ormuz à navegação. Ele mencionou que líderes dos EUA e da China devem tratar do tema em Pequim.
Bessent destacou a expectativa de manter estável a relação entre EUA e China após a trégua comercial de outubro. Também sinalizou que a China e a Rússia deveriam apoiar iniciativas da ONU para proteger a navegação no estreito.
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