Israel não sabia que EUA poderiam fechar um acordo com o Irã que encerraria a guerra e liberaria a navegação no Estreito de Ormuz, segundo uma fonte israelense familiarizada com o tema. Em vez disso, o país se preparava para aumentar os combates, afirmou a fonte sob anonimato.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira via Truth Social que, se o Irã concordar em conceder o que foi acordado, a Operação Fúria Épica terminará e Ormuz ficará aberto para todos. Caso contrário, os bombardeios devem recomeçar, com maior intensidade, conforme a publicação.
A reportagem da Axios indicou que a Casa Branca vê proximidade de um memorando de entendimento de uma página para encerrar a guerra e estruturar negociações nucleares mais detalhadas. Horas depois, a bolsa reagiu com queda no petróleo, que chegou a recuar quase 7%.
Reação internacional e posições oficiais
Um membro sênior do Parlamento iraniano descreveu as informações como uma lista de desejos norte-americanos, não um acordo concreto. O porta-voz do comitê de política externa criticou a publicação, afirmando que os EUA não obterão ganhos em negociações não diretas.
A Tasnim, agência iraniana, citou uma fonte não identificada afirmando que o Irã ainda não respondeu à última proposta dos EUA e que o texto contém disposições inaceitáveis. A fonte ressaltou que uso de tom de ameaça contra o Irã pode piorar a situação.
O arrefecimento recente das hostilidades começou na noite de terça-feira, com Trump suspendendo temporariamente a operação Liberdade, que visava escoltar navios por Ormuz. O bloqueio naval americano permanece em vigor.
Perspectivas e declarações oficiais
Nesta quarta, a Guarda Revolucionária do Irã informou que o trânsito em Ormuz deverá ser garantido com o fim das ameaças dos EUA e com a implementação de novos procedimentos, segundo a mídia estatal. Foi a primeira confirmação oficial do Irã sobre mudanças nas operações na hidrovia.
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