Uma semana após o início de um surto a bordo, um navio de cruzeiro permanece ancorado off Cape Verde, com medidas rígidas de higiene e isolamento. O Hondius, da Oceanwide Expeditions, está sem desembarque e segue sob vigilância médica e sanitária.
Quase 150 passageiros convivem com o temor da hantavírus, cuja transmissão pode ocorrer entre contato próximo. Três passageiros já morreram, e outros três foram retirados para evacuação. O navio segue na costa de Praia, Cabo Verde, aguardando autorização de deslocamento.
A Espanha aceitou receber o navio nas Ilhas Canárias, em três a quatro dias, conforme anúncio feito nesta semana. Enquanto isso, as autoridades mantêm o barco ancorado e as equipes reduzem contatos, mantendo o uso de máscaras e a higienização constante.
Os ocupantes permanecem isolados em cabines, com refeições entregues room service e passeios limitados aos conveses para ar fresco. A tripulação segue desinfetando espaços e atualizando os passageiros sobre as medidas de segurança.
Entre os presentes a bordo, destaca-se Kasem Hato, vlogger de viagens, que tem registrado o cenário a partir do convés. Em seus relatos, ele descreve a proximidade de Cabo Verde visível à distância, sem permitir desembarque.
Profissionais de saúde citados pela OMS indicam que a transmissão tende a ocorrer entre contatos muito próximos. A diretora interina da organização, Maria Van Kerkhove, afirma que o risco para o público é baixo. O monitoramento permanece constante.
A liderança do cruzeiro informa que o capitão e a administração mantêm comunicação com os passageiros. Do lado de fora, autoridades de Cabo Verde e Espanha acompanham a evolução do caso e as decisões sobre o desembarque.
Passeios e atividades foram adaptados para reduzir aglomerações. Vacinas e tratamentos não são discutidos neste momento. O foco continua na contenção, na proteção dos viajantes e na logística para uma possível saída do navio.
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