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Pussy Riot e FEMEN promovem protesto punk em Veneza durante Bienal

Pussy Riot e FEMEN protestam punk diante do Pavilhão da Rússia na Bienal de Veneza, com fumaça rosa e críticas à guerra na Ucrânia

Members of Pussy Riot and FEMEN outside the Russian pavilion at the Venice Biennale on Wednesday.
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Na manhã desta quarta-feira, Pussy Riot e FEMEN realizaram um protesto externo ao Pavilhão Russo da Bienal de Veneza, no Giardini, sob chuva leve. O ato ocorreu por volta das 11h, com dezenas de manifestantes que usavam balaclavas cor-de-rosa e carregavam itens sonoros. As ativistas improvisaram uma performance com fumaça colorida para chamar atenção.

O grupo liderado por Nadya Tolokonnikova, do Pussy Riot, juntou-se à FEMEN na ação. As manifestantes exibiram mensagens pintadas no corpo e entoaram cânticos contra o que descrevem como repressão na Rússia, além de apontar a participação russa na Bienal como contrária à ética de direitos humanos. A intervenção contou com o apoio de observadores e da imprensa.

A performance ocorreu na entrada do pavilhão oficial da Rússia, que está em exibição na edição de 2026 da Bienal. Em meio à cobertura midiática e ao público presente, as atrizes opositoras lançaram fumaça nas cores rosa, azul e amarela, lembrando a bandeira ucraniana.

Contexto e desdobramentos

O protesto acontece em meio a controvérsias sobre a participação da Rússia na Bienal. Antes da abertura à imprensa, o governo italiano abriu uma investigação sobre irregularidades documentais ligadas ao pavilhão russo, incluindo questões de vistos para a delegação. A presença russa gerou críticas de representantes europeus e sanções específicas impostas pela Ucrânia a figuras culturais associadas à Rússia.

Foi divulgado que as ativistas planejam ações paralelas fora do festival, inclusive uma exposição alternativa chamada Resistance Imprisoned, em Strasbourg, que reúne obras de artistas presos ou em causas anti-regime. A iniciativa busca evidenciar casos de prisão relacionados a posições anti-guerra ou pró-Ucrânia.

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