O México anunciou nesta segunda-feira (21) que vai restringir o uso de celulares por alunos de escolas primárias e secundárias. A mudança pretende diminuir as distrações no ambiente escolar e reduzir os efeitos da exposição excessiva às telas entre crianças e adolescentes.
A nova regra começará a valer na primeira semana de novembro. Os estudantes não poderão utilizar celulares durante as aulas ou no recreio. O uso será permitido apenas em situações de emergência ou quando fizer parte de uma atividade pedagógica previamente planejada.
A presidente Claudia Sheinbaum afirmou, durante sua entrevista coletiva diária, que a iniciativa busca estimular novamente a criatividade dos estudantes e evitar o uso indiscriminado de telas. Segundo ela, a preocupação aumenta quando esse hábito está relacionado às redes sociais, que podem provocar impactos negativos.
O sistema educacional mexicano reúne cerca de 34 milhões de estudantes. A restrição será obrigatória nas escolas primárias e secundárias.
No ensino médio e nas universidades, a decisão sobre restringir ou não o uso dos aparelhos ficará sob responsabilidade de cada instituição.
O governo mexicano adotou a medida após um amplo debate envolvendo especialistas, professores e autoridades estaduais. As discussões também abordaram os efeitos das redes sociais sobre crianças e adolescentes.
Segundo o secretário de Educação, 81% dos professores consultados consideraram necessária alguma restrição ao uso de celulares no ambiente escolar.
Outros países da América Latina já adotaram medidas semelhantes. Brasil e Chile proíbem o uso de celulares em salas de aula, enquanto Colômbia, Paraguai e Peru possuem algum tipo de regulamentação sobre o tema.
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