O surto de hantavírus a bordo de um cruzeiro envolve quase 150 passageiros, com três mortes entre oito casos confirmados ou suspeitos. O navio segue em direção a Tenerife, enquanto a OMS elabora orientações para o desembarque e o controle em terra.
Diversos especialistas da OMS trabalham para adaptar medidas padrão de saúde pública ao contexto do navio. O foco é isolar pacientes sintomáticos, monitorar contatos e aplicar quarentenas conforme decisão dos governos nacionais. Ninguém a bordo apresentou sintomas ainda.
A operadora informou que nenhum passageiro apresentou sinais da doença neste momento. A OMS avalia a necessidade de rastrear contatos antigos e dividir passageiros em grupos de alto e baixo risco, com monitoramento contínuo.
Medidas e aprendizados
Autoridades argentinas já haviam controlado uma cepa semelhante em 2019, o que orienta as estratégias atuais. O objetivo é interromper a transmissão por meio de isolamento e distanciamento básico, sem ampliar o ritmo de circulação do vírus.
A OMS também pode recomendar que alguns contatos realizem medições de temperatura diárias por até 42 dias, dado o longo período de incubação observado na Cepa dos Andes. Contatos próximos devem manter comunicação com autoridades de saúde.
Planos internacionais
Governos já discutem ações para o desembarque seguro. O Reino Unido prepara repatriação com medidas de controle de infecção e isolamento de 45 dias para cidadãos no exterior. A coordenação envolve rastreamento de contatos e comunicação regular com quem teve contato com infectados.
Especialistas ressaltam que o rastreamento de contatos permanece essencial, independentemente da evolução do surto. A OMS continua finalizando diretrizes para orientar países e operadores de cruzeiros.
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